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quarta-feira, 16 de maio de 2012

.... Volta prá casa

...   Aqui aonde eu vivo e creio que em várias localidades do país nesse presente momento outonal, o cair da tarde e o começinho da noite, aquela horinha do lusco fusco, tem sido friazinha, com ventos, céu geralmente plúmbeo. Nesse exato momento, para mais ou para menos, 19.00/20.00 hras, talvez mais, é o momento imprescindível da grande maioria voltar para casa, mesmo que sua casa seja um apê conjugado ou um apto daqueles dignos de, digamos, cenas de design de arquitetos. Seja como fôr.
Para estudantes, assalariados, empresários, motoristas, motociclistas, operadores de caixa, vendedores, representantes, comerciários em geral e mais tantos outros, é a hora do dia que chegou para o recolhimento em seus lares. Salvo aquela profissão que necesse peremptoriamente de plantões, esse finalzinho de dia, essa entrada de noite, é a hora do retorno. Que fique para amanhã os negócios que não foram entabulados e nem concluídos hoje, que fique para amanhã aquele compromisso que foi adiado, que fique para mim aquela pendência que não foi concluída.
O importante nessas noites mais frias, sobretudo, acho, é voltar para casa e para o aconchêgo do seu lar, more-se com quem morar: com pai, com mãe, com os pais, com os avós, apenas com a avó, com o avô, com os cunhados, com a cunhada, com os sobrinhos, com os filhos, com a filha, com o filho, com o companheiro, com a esposa, com os empregados, com as paredes, com Deus.
Não importa como tudo era até a manhã, quando debandamos em busca de nossas necessidades, nosso trabalho, nosso estágio, nossos requisitos. A volta para o calor do lar é o imprescindível, misturar-mo-nos às coisas que partilhamos, que conhecemos, que fazem parte trivial do nosso dia à dia: nossos livros, nosso sofá, nossa cama, nosso colchão, nossa louça, nossos dvds, nossos travesseiros, nossa toalha de banho, nossos chinelos, nossas almofadas, nossos remédios, nossas roupas, nossa bagunçinha caseira.
Voltar para casa é o inevitável e o imprescindível ao final do dia, ainda mais quando o dia lá fora está sorumbático, meio gélido (ou até muito), a noite escorre em todos os cantos, a tarde caiu, o brilho das luzes nos postes, nas janelas, nos postigos, nos faróis dos veículos, nos outdoors, indicam que está na hora do recolhimento. Para uns mais cedo, para outros mais tarde, não importa. Está na hora de reencontrarmos o calor das paredes, de um prato de refeição, de uma xícara de chá ou café, de uma dose de bebida, e até mesmo, o calor das palavras quando alguém fala, reclama, grita, sussurra, pede, ou até mesmo, para alguns, o calor da voz dos locutores de tevê, dos atores de novela, dos artistas nos filmes, da música cantada por alguém.
Hora de voltar para casa, hora de renovar as forças para o dia seguinte, hora do banho quente, hora de dizer que hoje já chegou, que hoje foi bastante, que hoje foi bom, que hoje não foi bem o que devia de ser, mas amanhã irá sê-lo, provavelmente.
Voltar para casa, seja como a casa fôr, imensa, pequena, básica, com móveis caréssimos, com mobília baratinha, com sofá que se afunda nele quando sentamos, com cadeiras que são duras e doem as costas, com a geladeira que tem um motor roncante, com o fogão de seis bocas e grelha para assar um porquinho, com panelas de T-Flon, com panelas que o fundo já está escuro de tanto ir ao fogo, com carpetes macios ao pé da cama, com lajotas frias e sem tapete algum, com banheiro luxuoso e banheira de hidro, com banheiro compartilhado por seis (ei, não vai sair daí hoje???????), com spots, luminárias, lâmpadas mortiças de 40 watts.
Hora de voltar para casa, isso é que realmente se torna o mais importante, penso, quando o dia esmorece nessas noites friazinhas e o aconchêgo de casa é tudo que queremos.

1 comentário

  1. Gostei do seu texto. Voltar para casa e encontrar uma sopinha quente neste friozinho é tudo de bom.

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