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sexta-feira, 2 de março de 2012

EU MATO


... Bom, vamos lá que é para ver se vou conseguir me explicar à contento ou, explicar o que me vai na cacholinha e na massa cinzenta do cérebro a respeito do livro que li essa semana que está findando hoje dia 02 de Março, isso é, eu quis dizer findando no que se concerne à dias úteis, dias utilitários para algumas coisas básicas e que, obviamente, estão longe de serem feitas aos sábados e muitíssimo menos, aos domingos.

Pois que bem, continuando.
Achei o livro na segunda dia 27 na biblioteca do Sesc e mesmo sem saber nada vêzes nada e levado à terceira potência de nada sobre o autor, resolvi trazer porque na capa diz que vendeu horrores na Italia e que o escritor, com seu primeiro livro à prelo, conseguiu produzir um milagre semelhante à Stieg Larson com a sua trilogia Millenium. Diante disso, eu não poderia deixar de trazer o exemplar e lê-lo.
Ainda fui consultar o skoob, como geralmente sempre faço quando nada sei do que tenho em mãos e lá no pancadão, eu descobri que essa obra consta em mais de 2000 estantes de usuários e fiquei mais pasma ainda, haja que uma tiragem assim de leitores, penso, só mesmo em livros de SK e mais uma meia dúzia, raríssima, de autores por aí. Desse modo, eba, me senti no sétimo céu astral porque eu tinha em mãos uma obra digna de muitas loas e se era digna, como tantos aventavam, deveria ser ótimo ler.
Todavia, mas, contudo, apesar de ter lido suas 531 páginas em tempo recorde, uns três dias e alguma coisinha do quarto, e ter achado o livro bom, não endosso nadinha com o que aventaram acima e muito menos enfatizo que esse cidadão, o Faletti, tenha alguma coisa ou mera alguma coisa, do sueco Stieg.
Para quem não se importa com um bocado de sangue e matança desproposital em algumas páginas, o livro é perfeito ou até viável, entretanto, para quem sonha em se apaixonar, se enredar, se instigar, por algum personagem especial e carismático, não vai achar não, sinto muito. Aqui não tem uma Lisbeth pancada mas extremamente personalíssima e tão personalíssima que pela sua simples, será simples mesmo, coragem, em fazer churrasquinho do próprio pai aos 12 anos nos leva a sermos por demais solidários com ela e com a sua vida assaz desditosa desde menina. Quando chegamos ao terceiro e último volume de Millenium, A Rainha do Castelo de Ar, é com uma dó imensa que ver-nos-emos afastados de Sallander porque o Larson se foi em 2004 e não chegou a nos premiar com um quarto volume.
Também em matéria de personagens cativantes, eu arrolo da saga detetivesca da escritora praticamente desconhecida em plagas nacionais e cuja descoberta eu também fiz pelo Sesc, Susan Elisabeth George e que nos premia com uma assistente de investigações como não existe nenhuma outra: a desleixada, desmoronada, deselegante e irreverente, Barbara Havers, que pode ser o antítese da mulher fina, bonita, marcante e charmosa, mas tem um intelecto brilhante e é extremamente arguta, e que se torna a parceira perfeita e completa para o Inspetor da New Scotlando Yard, Thomas Lynley, cavaleiro, oriundo de família milionária, aristocrata até o âmago, culto, gentil, contido, mas que se coaduna perfeitamente com o intuito de sair catando os doidos do pedaço e correr atrás do prejú quando a coisa é catar os assassinos em questão.
Pois que bem, aí temos então três personagens que nos cativam até a alma, isso sem contar ainda com o dr. Jonatham Ramson e as camisas de onze varas que a sua amada Ema, que nem é Ema, lhe coloca na saga do ator Christopher Reich (A Farsa, A Vingança, A Traição), endosso também meus votos de aplausos para outro médico fictício e que nos parece ser tão real diante das dores excruciantes que passa com o sumiço da sua amada esposa Elisabeth, uma cidadã extremamente pau de dois bicos, Dr. David Beck e que lemos de modo angustiante em Não Conte à Ninguém, do magistral Coben e seus sumiços, ou personagens que vivem sumindo ou somem de algum jeito.
Todavia, em Eu Mato, depois que li tantas homenagens a respeito e me instiguei tanto para ler de fio à pavio quase num átimo, o personagem central mais atuante, o agente do FBI, Frank Ottobre, americano de descendência italiana, passa grande parte do tempo mais preocupado com as suas próprias dores pelo luto da falecida esposa, do que com as dores alheias, haja, penso eu, que deveria incontinenti se dedicar a isso, visto o cargo que ocupa. O que me prova que como agente, pouco tem, apesar de que do meio para o fim resolva se redimir um pouco do seu egoísmo e da carga de pressão que tem em cima decorrentes do egoísmo da finada mulher que se achou também, a única sofredora dessa vida.
Em resumo: não consegui entender, em parte, como o aludido livro está em mais de 2000 estantes do skoob, todavia, contradizendo um pouco isso, também tem um bocado de desistências, o que no caso de outros livros de alta tiragem por usuários, praticamente nem existe. Donde eu chego a conclusão de que escrever não é algo tão difícil assim, acho que persistência e boa vontade ajudam muito e uma trama interessante também, o que acontece em Eu Mato, que até possui um contexto no geral, razoável.
Agora, fascínio para se embeber com a estória e deixá-la indelével, não vi não e quanto ao carniçeiro assassino que Faletti criou, não precisei de mais do que umas dez páginas para de antemão saber quem era, devido a um pequeno detalhe que para alguns mais argutos, pode saltar aos olhos de estalo. Para mim foi de fácil identificação apenas por esse detalhezinho bem sui generis, mas que me mostrou que o assassino sabe muito bem identificar-se a ele mesmo até mesmo quem sabe, bem melhor do que o próprio autor, como no caso trivial da criatura que se volta contra seu próprio criador, isso é, deve de ter sido um ato falho do escritor ou propositalmente quis deixar tudo às claras bem no começo, o que não vejo lá muita graça e arremato tudo isso com o que eu digo sempre: vejam àqueles que tenham olhos para ver.

4 comentários

  1. Só não entendi porque está fazendo divulgação de um livro que não gostou.

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  2. ... Fácil! Se fizermos divulgação apenas do que gostamos, que graça terá? Afinal de contas, creio, gôsto não se discute e o que não é interessante para mim, se-lo-á para outro e vice versa. Acredito no livre arbítrio e o que eu arrolei sobre o livro, aventa isso. Estou querendo dizer que uma obra que apresenta tantas loas, para o meu julgamento não se coadunou a isso, mas não interfere em nada que se coadune à terceiros. Se ficarmos alocando apenas as maravilhas que apreciamos, que nos são inerentes, que nos embriagam e encantam, não estaremos ofertando possibilidade de que alguém possa ter opinião diferente ou tergiverse, haja que o lindo e o maravilhoso sempre será encetado pela grande maioria.

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  3. Gostei muito do que escreveu, Luz, acho que em resenhas e críticas de livros, podemos falar tanto do que gostamos quanto do que não gostamos, até para que outras pessoas, antes de lerem o livro em questão, tenham uma ideia do que encontrarão, e possam decidir se querem ir em frente na empreitada ou não. Interessei-me por Susan Elisabeth George, de quem nunca ouvira falar, e sua assistente de investigações. Sua ótima descrição da mesma, aguçou minha curiosidade, e olha que voce sabe que livros de investigação policial não são os meus preferidos. Contudo, fiquei com vontade de ler esse e conhecer essa figura que parece ser Barbara Havers

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  4. .... Ah conhecer Barbara Havers é mesmo um achado, já que ela é praticamente tudo que muitas mulheres não são de modo algum, todavia, reitero, em matéria de raciocínio, sagacidade, esperteza e ligeireza, é com ela mesmo, já que seu intelecto está sempre à mil.
    Barbara tem pouca altura, mas bastante peso, se veste desordenamente usando cores laranja com azul forte, o sapato pesadão já viu dias melhores, os cabelos vivem espetados em várias direções e apesar de curtos, não se assentam e também podem estar coloridos de laranja, acaju ou qualquer mistura. Barbara é solteira mesmo com seus 38 anos, nunca casou, não tem filhos, o único irmão que teve faleceu faz tempo e tem uma mãe doidinha de pedra internada num asilo que por várias vêzes nem sabe que a Havers é sua filha, haja que o amor ilimitado materno sempre foi àquele, o irmão, que não mais está entre elas e quando ele se foi, a senhora desvairou de vez. Barbara não usa maquiagem, tem a lingua maior do que a boca e fala demais, é justamente o contrasenso de Thomas Lynley que como lorde, é comedido demais.

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