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domingo, 26 de fevereiro de 2012

Poeminha

... Taças até mesmo escassas para os vinhos borbulhantes
Cintilantes, gelado, gotejantes
Châteaus, Borgonhas, Chardonays
Como não se manter em saltos 7.5 e suportar os pés?
Lágrimas esparsas dessas lembranças delirantes
Como não ter mais e esquecer?

Às esfuziantes festas regadas às cascatas
Às cores, aos brilhos, dos champanhes
As fluttes repletas de bebidas coloridas
E nas madrugadas já silenciosas, as peçinhas desertas dos cremes, azeitonas, galantines
Mousses, canapés, champignons.
Barulhos, sons, burburinhos, quando o céu irradia brilho dos fogueteiros que espocam
Dos longuinhos que se deslocam e entre toda a euforia incessante, a parceria
E o tremular nas bandejas de inteiras garrafas de Perignons, Moets, Clicquots, Montrachets.
Afinal, agora, hoje, para onde todos foram?
Aonde tudo se escondeu?
Salões e taças perdidas, estalidas, fugidios ecos dissonantes
Lembranças vãs que se perderam, que viraram sons ocos e que feneceram
Tudo foi esquecido, apagado, omitido, obliterado, tudo foi em vão
Dos lilases nos meus cabelos, no meu vestido, na sombra fumée do meu olhar
Do teu abraço, do seu aconchego, do nosso amor que seria para sempre
Mas que infelizmente, não estabilizou-se, não criou semente, foi como a festa que acabou
Foi apenas como um vento cálido em uma linda noite festiva de um intenso verão."

3 comentários

  1. Nossa, eu até senti o gosto do vinho e as bolinhas do espumante estourando em minha face ao ler este poema - delírio de sommelier.

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  2. Realmente senti a sensação de estar participando de uma festa especial. Com sabor de romance, lindo e frágil como uma linda noite festiva de um intenso verão.

    Parabéns, Luz!

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  3. Lindo Luz! Que este vento cálido ainda a surpreenda mesmo nas outras estações da vida

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