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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

ESCOLHA QUE NÃO ME PERTENCE

Vi em algum lugar dia desses que o Taj Mahal pode desaparecer em cinco anos e sempre quis percorrer aquelas praias (modo de dizer, tá bom?)... quem me dera!!!
Olhar tem seus encantos e pensar tem seus poréns...
Queria dizer, queria mesmo muito dizer ao imperador Shah Jahan, numa daquelas conversas despropositadas que temos depois do terceiro ou quarto copo, que o monumento é lindo!!! E depois, intimamente, quando o décimo primeiro copo estremecesse em minhas mãos parlantes, queria questionar o amor desse "amigão" por Mumtaz Mahal, esgotada e morta após o décimo quarto filho!!!


E mais tarde, quando a minguante sorrisse em cumplicidade à minha estóica tentativa de não tresandar palavras, talvez eu gargalhasse embriagada, sem conseguir expressar o que após uma ressaca inútil, me perseguisse... Pensar tem seus poréns...
Há em mim desejos de construir odes aos que vivem e tecer castelos aos que me são caros... Há em mim a insanidade de agoras acumulados, urgentes, sem pretensões...
Há que se amar em vida, do contrário mil taj mahals em nada se aproveitam... mas olhar tem seus encantos...

E pra quem não conhece: O Taj Mahal é um monumento de mármore branco, construido entre 1630 e 1652, em Agra, uma cidade da Índia, utilizando a força de vinte mil homens trazidos de várias partes do oriente. O imperador Shah Jahan mandou construí-lo sobre o túmulo de sua esposa favorita, Aryumand Banu Begam, a quem chamava de Mumtaz Mahal ("A jóia do palácio"), que faleceu após dar à luz seu 14º filho.
O monumento, que na verdade é um mausoléu foi classificado pela UNESCO como Património da Humanidade e anunciado como uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo Moderno. Conhecido como a maior prova de amor do mundo, contém inscrições retiradas do Corão. É incrustado com pedras semipreciosas e sua cúpula é costurada com fios de ouro.

3 comentários

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Adorei esse texto, San, principalmente seu questionamento, pois é o mesmo que o meu. Só que, até agora, nunca o encontrara em alguém. Acho o Taj lindo, mas para mim jamais será um símbolo de amor, e, sim, da hipocrisia de um imperador que esgotou sua esposa com 14 gravidezes até a morte. Um imperador escravagista, que amava mais a si mesmo do que qualquer outra coisa ou pessoa, muito menos uma mulher, ainda que dissesse ser alguma delas sua "jóia" preferida, o que no caso dele me soa mais como seu "objeto" preferido.

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  3. Penso o mesmo - demonstrar amor enquanto o outro está vivo, de preferencia sendo gentil com este alguém a quem supostamente se ama, não trancando em um harém e usando quando der na telha, como fazem os árabes. Não troco minha liberdade por ouro nenhum - já um cartão de crédito com uso irrestrito, bem... quem sabe... rsrsrsr...

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